Claire & Jamie

O texto abaixo foi feito a pedido da Vivi, para seu ex-blog, Romance Gracinha. A idéia era criar posts sobre casais de várias obras literárias. Como sou eternamente fã da série Outlander de Diana Gabaldon, tive a honra de poder escrever sobre meu casal preferido, Jamie e Claire.

Eu confesso que fiquei alguns minutos em frente ao meu computador pensando por onde começar… e por alguns momentos eu pensei que talvez não conseguisse expressar através de palavras o sentimento que foi passado a mim quando li a história deste casal. Para quem nunca leu os livros acho que seria impossível compreender ou talvez tentar entender a essência do romance entre Claire e Jamie através das minhas palavras, e acho que os que acompanham a história, como eu, também teriam dificuldades de explicar esse sentimento, ainda mais sabendo que é apenas uma história, inventada, criada, sonhada, mas posso garantir, com toda certeza, que não como todas as outras.

Eu poderia dizer que começou com um simples olhar, à primeira vista, no primeiro encontro, com arrebatadora paixão e desejo, mas não foi assim, não como estamos acostumados a ver em outros livros e outros romances. Tudo começou com o acaso, ou talvez destino… destino, palavra que define como nenhuma outra os livros de Diana Gabaldon, parece ser a palavra chave que deu início a uma amizade profunda cultivada através da convivência diária entre ambos os personagens. Quando você começa a ler o primeiro livro da série, você nem tem idéia de que Claire um dia se tornaria a vida de Jamie e Jamie se tornaria a vida de Claire. Os acontecimentos são tão sutis, que mesmo o leitor mais experiente, não se da conta de que aquela amizade inicial entre os personagens viraria algo tão profundo a ponto de nos fazer querer e desejar este sentimento para nós mesmos.

Então temos a pergunta: Quem é Claire e quem é Jamie? Inúmeras palavras, adjetivos e defeitos poderiam definir a ambos, porém a complexidade que envolve estes dois personagens vai muito além de simples adjetivos. Um resumo de ambos seria: Claire, mulher, enfermeira, sobrevivente de um mundo pós-guerra, jogada no tempo e deixando para trás um amor, conhece Jamie, escocês, inteligente, malicioso, também inocente, que iria se tornar seu novo e último grande amor. Ouso dizer que Jamie é mais que o último grande amor de Claire ou vice-versa, é mais do que palavras, carinho e devoção. Ás vezes ao longo da história parece que Jamie e Claire são um só, como se ambos formassem um só personagem, que desse todo o rumo, sentimento ou sentido a cada parágrafo lido. Cada toque, cada palavra, afirmação ou reafirmação de desejos e promessas entre ambos são únicas. Não existem mentiras ou enganos, é tudo muito sincero, muito real, por mais que saibamos de que se trata de uma ficção. Mesmo com as piores adversidades, as mais cruéis provas, a sinceridade entre ambos é algo sem limites e porque não dizer invejável, afinal quem não gostaria de poder ter uma relação tão sincera assim? Sem julgamentos, arrependimentos ou culpas.

 

Enfim, Claire é uma personagem forte, decidida e vivida, que por um acaso do destino, ou não, volta no tempo e conhece Jamie Fraser, mais jovem e em alguns momentos, inocente. Ambos em meio a inúmeras atribulações se tornam amigos, se casam por uma imposição no início e se mantém unidos por amor depois. Durante toda a narrativa vemos os sofrimentos por quais ambos passam, a angústia de Claire e seu dilema por querer voltar ao seu tempo, ao seu antigo amor e ao mesmo tempo sua relutância em não querer abandonar seu novo amor, Jamie. Um dos momentos mais lindos do livro, me arrisco a dizer de todos os livros da série, sem dúvida, é o momento da decisão de Claire, quando ela finalmente decide por Jamie, quando ela decide abandonar seu passado que por ironia é o futuro, para ficar ao lado de seu grande amor. Com simples passos Claire percebe que seu corpo, sua vontade e seu coração passaram a pertencer apenas a Jamie. Por muitas vezes durante as minhas leituras dos livros eu me perguntava: Será que eu faria o que Claire fez? Abandonaria tudo, todos por um grande amor? Às vezes eu ainda me pego sem ter uma resposta e acho que cada um que acompanha a história ainda não formulou a sua. Isso porque a todo o momento em que a dúvida aparece à Claire, ela se incorpora a nós leitores, mas ao mesmo tempo é dissipada quando a personagem nos releva que não há dúvidas, voltas ou arrependimentos. E estes momentos são gloriosos, porque é sempre no instante em que Claire olha para Jamie ou quando Jamie olha para Claire.

Le Grand Journal (Cannes) – 15/05, 3:22

Q:: So, why are you here?
Liam Gallagher:: Why am I here? Why are you here?
Q:: No, why are YOU here?
Liam Gallagher:: Yeah but why are YOU here?
Q:: To ask you why you’re here
Liam Gallagher:: Well I’m here to ask you why you’re asking me why I’m here

Q:: May I buy you a drink, mayber later?
Liam Gallagher:: You can do what you want, man
Q:: Yeah? Okay, you can have some Oasis, if you want
Liam Gallagher:: Nah, I’m sick of that shit.

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band completa esse ano 40 anos de existência, não sou fã fanática dos Beatles, mas uma vez ou outra eu me pego ouvindo a banda, e gosto muito de outra banda que venera os Beatles, Oasis. Recentemente lendo a Revista Aventuras na História, li um artigo bem legal sobre o Sgt Peppers, que colocarei na íntegra aqui:

Em 1967, uma verdadeira revolução cultural começou a partir de mãos jovens. A juventude rejeitava a guerra e propôs paz e amor, especialmente para dar um basta ao conflito no Vietnã. A psicodelia invadiu as revistas, a televisão e as ruas. As cores deram vida à moda, que floresceu como nunca nas grandes capitais.

No meio de tanta mudanças, uma banda de rock captou o espírito. E lançou o disco considerado um dos melhores já feitos até hoje, o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

Naquele ano, a carreira dos Beatles estava mudada. O quarteto britânico não fazia mais turnês e dedicava mais tempo às gravações em estúdio. Após cinco meses dentro de um deles, o Abbey Road, e 700 horas de gravação sob a batuta do produtor George Martin, o auge da criatividade dos meninos de Liverpool estava atingido.

Mas por que Sgt. Pepper’s é considerado um marco? Resumidamente (sim, porque as inovações do disco renderiam – e já renderam – alguns livros), porque provou que o rock não precisava se limitar a acordes simples e instrumentos básicos. O trabalho foi muito além do esquema padrão “guitarra-baixo-bateria”, adicionando clarinetas, harpas, instrumentos indianos e até flertando com uma música eletrônica primitiva. Paul McCartney resumiu assim a experiêcia: “Antes tentávamos compor canções pegajosas. O Pepper’s foi mais como escrever um romance”.

O álbum foi umas das poucas obras de arte a serem reconhecidas imediatamente pelo público e pela crítica. Quer uma prova? Jimi Hendrix tocou a música “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” em um show apenas três dias após seu lançamento. “Sgt. Pepper’s é o disco de rock mais importante já gravado, uma aventura insuperável em conceito, som, composição, capa e tecnologia de estúdio, feito pelo maior grupo de rock de todos os tempos”, descreveu a revista americana Rolling Stone, ao selecionar o trabalho como o número 1 numa lista dos 500 melhores álbuns.

Até hoje, a música deve algumas coisas ao Sgt. Pepper’s. Discos com letras no encarte, por exemplo. A capa dupla do álbum também foi uma inovação. O cenário produzido pelo artista Peter Blake custou uma fortuna para a época: 1 500 libras, 300 vezes mais do que o habitual.

  1. Quem é quem na capa de Sgt Peppers
  2. Link direto para o artigo

Nasci.

Este blog foi criado exclusivamente para ser um diário. Eu pensei em ter um diário de verdade, com páginas de papel e capa preta, mas eu não tenho paciência para ficar escrevendo momentos da vida em folhas de papel, mas em compensação sou ótima digitando… Agradeço à minha professora de datilografia por isso. Mas voltando ao diário, segundo o dicionário Aurélio, diário é:

s.m. Livro de anotações contendo a narrativa diária de experiências pessoais.

Pois bem, aqui dificilmente haverá anotações diárias, por isso talvez esse blog não seja bem um diário, seja mais um “caderno” de anotações, pois ele não será diário, talvez ele seja mensal, bimestral ou anual, depende, depende do meu humor, minha vontade de digitar sobre alguma…